Berlim, Alemanha

Capital que dita tendências

Iyna Bort Caruso

Onde o Muro de Berlim dividia a cidade, existem agora condomínios modernos, torres de escritórios, lojas de moda e restaurantes. Nos 25 anos desde a queda do muro, o governo investiu dinheiro e recursos para elevar a sua capital. Berlim reinventou-se enquanto marca global.

A cidade de Berlim pós-unificação é jovem, empreendedora e lançadora de tendências nas artes. Os padrões de vida são altos e o poder de compra está a aumentar.

A cidade é um reduto de expressões artísticas e também de diversidade arquitectónica, devido à sua história como a capital de um reino, um império, uma república e um país. Berlim é composta por uma dúzia de bairros ou distritos. No coração da antiga zona ocidental, situa-se a pequena Charlottenburg-Wilmersdorf, uma área com altos rendimentos per capita. O distrito contém uma abundância de locais históricos, como o Palácio de Charlottenburg e a Ópera de Berlim, bem como moradias clássicas do século XIX e apartamentos de tamanhos generosos. O bairro de Steglitz-Zehlendorf é altamente cobiçado e a procura imobiliária tem-se mantido forte. As zonas residenciais mais caras, como Dahlem e Wannsee, encontram-se na parte oeste deste distrito.

Na antiga zona leste, a área de Prenzlauer Berg atrai executivos com as suas casas de época bem preservadas. O bairro de Hansaviertel apresenta edifícios residenciais modernistas do meio do século, projectados por uma série de arquitectos icónicos, incluindo Le Corbusier, Walter Gropius, Alvar Aalto e Oscar Niemeyer.

Após a reunificação alemã em 1990, compradores estrangeiros entraram e agarraram pechinchas, e o influxo de pessoas de outros estados alemães, assim como de outros países, criou algumas carências habitacionais. O resultado tem sido um constante aumento no mercado, desde então, com os compradores a perceberem que o mercado imobiliário de Berlim representa um melhor rácio de qualidade/preço em comparação com outras cidades europeias comparáveis.