Ilhas Virgens Britânicas

Sol, mar e estabilidade

Iyna Bort Caruso

A história das Ilhas Virgens Britânicas é a substância de quais contos épicos são feitos. A Ilha de Norman, no extremo sul da cadeia, é conhecida como o local onde o clássico “Treasure Island”, de Robert Louis Stevenson, foi baseado. Antigamente, grandes cavernas na zona escondiam riquezas saqueadas por piratas. O fundo do oceano é um cemitério de navios naufragados.

Os aventureiros de ontem são os marinheiros e mergulhadores de hoje. As águas seguras do Canal de Francis Drake atraem velejadores que procuram o vento e o mundo marinho exótico atrai mergulhadores de todos os cantos do globo.

Mais de 60 ilhas e ilhotas compõem as Ilhas Virgens Britânicas. Menos de um terço das ilhas é habitado e aquelas que são habitadas conseguiram evitar o tipo de desenvolvimento excessivo visto em algumas outras partes das Caraíbas. Os moradores das ilhas são protectores dos seus recursos e isso reflecte-se nas praias imaculadas, águas azuis-safira e horizonte enfeitado de palmeiras. Não há prédios altos nem casinos. Para multidões, procure outro lugar.

Tortola é a maior e mais populosa ilha da cadeia, o que não significa muito num território com uma população total de menos de 30.000 habitantes. No outro lado do canal encontra-se a Virgem Gorda, um destino isolado de clubes de iates e resorts exclusivos, ideal para aqueles que valorizam a privacidade. Um dos locais mais famosos das Ilhas Virgens Britânicas é aqui: The Baths (As piscinas), uma maravilha geológica de pedras de granito que formam piscinas, grutas e cavernas em que se pode nadar. As pessoas mais aventureiras dirigem-se a ilhas como Jost Van Dyke, Grande Camanoe e Anegada, que é a única ilha de coral da cadeia vulcânica das Ilhas Virgens Britânicas. Os mergulhadores adoram esta zona. A maior barreira de coral das Caraíbas circunda esta ilha, o que explica os velhos naufrágios existentes no fundo do mar. É um parque de diversões natural que convida a explorações subaquáticas.

A arquitectura das Ilhas Virgens Britânicas está em linha com o estilo tradicional das Caraíbas. As construções costumam ser de betão, com amplas varandas, tectos altos e cores vivas. A incorporação de pérgolas, paisagismo exuberante e pedras e madeiras locais suaviza as arestas duras criadas pelo uso de betão. As casas mais requintadas acentuam um sentido de pertencer. “Desde que uma casa tenha uma vista para o mar das Caraíbas, tudo o resto é perdoado", diz Dietmar Lichota, agente de vendas da Sotheby's International Realty nas Ilhas Virgens Britânicas, em Tortola.

O mercado de férias é consistente: lento mas estável. Muitos investidores internacionais estudam o mercado de segundas residências durante as suas viagens às Caraíbas. Para aqueles que decidem comprar casas nas Ilhas Virgens Britânicas, a estabilidade económica e política é um grande motivo. Apesar de serem auto-governadas, as Ilhas Virgens Britânicas são um território ultramarino do Reino Unido.